Hélio Oi !

a morte faz o herói ?

"Um dos nomes mais significativos da arte brasileira de todos os tempos, Helio Oiticica (1937-1980) cunhou a polêmica frase Seja marginal, seja herói num trabalho em que a figura central era o bandido Cara de Cavalo morto, estirado no chão. Nos anos 50, Helio Oiticica pintava ao som de Ângela Maria e Cauby Peixoto, e na década seguinte freqüentava o morro da Mangueira, tornando-se passista da escola de samba. Nos anos 70, morando em Nova York, radicalizou fazendo biscates. Trabalhou inclusive para o tráfico de drogas e quase teve o mesmo fim do bandido que celebrizou."

Parte da sua obra foi agora consumida em chamas.  

Hélio Oiticica with Bólides and Parangolés in his studio in Rio de Janeiro, c.1965

"Falecido em 1980, quando tinha apenas 42 anos, Hélio Oiticica foi um dos mais importantes e transgressores nomes do movimento neoconcretista do Rio, um dos artistas maiores que na segunda metade da década de 1950 pegaram na herança do modernismo europeu e nos princípios do Concretismo de São Paulo transformando-os no que viria a ser o arranque da contemporaneidade brasileira, anos 1960 e 1970 adentro e com desdobramentos ideológicos tão fundamentais e populares para o forjar de uma identidade nacional como o Tropicalismo de Gilberto Gil, Caetano Veloso e Tom Zé."

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~ por BrancaINPura em 17/10/2009.

2 Respostas to “Hélio Oi !”

  1. Tropicalíssimo este post, Branca.

    O brasil definitivamente não é uma país sério e não veste parangolés. Deixar ao léu obras de um de seus artistas mais originais de sempre é pura putaria (com todo o respeito às profissionais da vida). E o pior de tudo é que o fogo não é antropofágico.

    • Ah, isso acontece em todo o lado, Zém. Mais fácil será contar nos dedos onde não acontece.
      As pessoas acham tudo muito bonito, mas acham que aparece do nada também. Não se preocupam em investir nem em cuidar.
      E depois, se temos televisão, para que precisamos de arte ? rs
      Quando leio sobre estes movimentos artísticos fico sempre com uma pontinha de inveja por não ter lá estado ou feito parte de nada assim revolucionário. Ou nasci tarde demais, ou estava no lugar errado… rs
      Bem, resta-me o consolo de ter feito parte do (tardio) movimento punk no Brasil !
      Mas isso só durou até voltar para Portugal e fazer um curso de Estilismo, a alma marginal permaneceu, mas a aparência refinou-se… rs
      Não fui uma punk autêntica… sou muito “mutante”:

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